Virelles despertava sob uma fina névoa matinal. Os sinos da catedral Sainte-Agnès soavam ao longe, como uma lembrança suave de que a cidade seguia em frente — mesmo quando corações permaneciam presos ao ontem.
Na ala reservada da Clínica Beaulieu, Laura olhava para o teto branco. Seus olhos estavam opacos, vazios, mas a mente pulsava em redemoinhos. Os surtos vinham e iam como ondas. Desde que Elizabeth havia ordenado sua internação — logo após a desmascarada humilhação no altar —, Laura mal pr