No relógio digital, sobre um criado-mudo entre a cama branca e a parede igualmente alva, o dígito vermelho indicava 7h e apitou. Abri os olhos de sobressalto, mas eles se ofuscaram com a claridade que atravessava as cortinas brancas, sendo que a janela estava fechada apenas no vidro.
Lá fora, o dia parecia mais escuro. Pensei: “meu Deus, hoje tem trampo!” Olhei para o dispositivo que apitava e o desliguei bruscamente. “Como esses aparelhos sofrem”, pensei.
Eu nem percebera, mas já estava quase c