Maya ainda segurava a taça de vinho entre os dedos quando Gabriel terminou de guardar o violão no canto do terraço. A cidade brilhava lá embaixo, distante, mas parecia impossível prestar atenção em qualquer coisa além de Gabriel caminhando em sua direção. Mais calmo agora, mas ainda vulnerável. Como se cantar aquela música tivesse arrancado dele alguma proteção que costumava existir. Maya observou o jeito que ele a olhava enquanto se aproximava. Intenso, quente, quase inseguro e aquilo apertou