O ritmo da cozinha só desacelerou quando o último prato saiu. Até ali, Maya não teve tempo de pensar; o corpo funcionava no automático, como sempre fizera. Cortar, montar, ajustar, provar... gestos repetidos com precisão quase instintiva, embalados pelo calor constante dos fogões, pelo som metálico dos utensílios e pelas vozes cruzadas pedindo tempo, resposta e controle. Era ali que tudo ainda fazia sentido. Ali, pelo menos, não havia espaço para o que estava acontecendo do lado de fora.
Mas, q