Maya acordou antes do despertador, não por hábito, mas porque dormir profundamente havia se tornado difícil demais nos últimos dias. O quarto ainda estava silencioso, e a luz fraca atravessava a cortina, desenhando linhas suaves no chão. Por um instante, ela permaneceu deitada, olhando para o teto, tentando lembrar como era acordar sem pensar em tudo ao mesmo tempo.
Não conseguiu.
Virou o rosto. A porta do quarto estava entreaberta e, do lado de fora, o apartamento já não parecia aquele espaço