O silêncio do apartamento não voltou ao que era antes ele se transformou.
Já não era limpo, nem controlado, nem confortável. Havia algo preso nele agora. Um peso que não se dissipava. Como se as palavras ditas, e as que ficaram engasgadas, tivessem se espalhado pelo ambiente, infiltradas nas superfícies perfeitas, nos cantos organizados demais, nas linhas retas que agora pareciam rígidas demais para sustentar qualquer coisa real.
Maya ainda estava de pé no meio da sala.
O avental largado de qua