O apartamento era silencioso demais. Não o tipo de silêncio confortável, que acolhe. Era um silêncio que pressionava, que ocupava cada canto, que fazia qualquer movimento parecer alto demais, inadequado. Maya percebeu isso antes mesmo de entender onde estava. Entrou ainda com o cheiro da cozinha impregnado na roupa. O calor, o ritmo, o barulho.. tudo ainda grudado nela, como se o corpo não tivesse tido tempo de sair de lá junto com a mente.
A porta fechou atrás dela e o contraste foi imediato.