166. O TERROR DE PERDER
ALONSO:
Luigi olhou-me fixamente. Esse silêncio seu, pesado e penetrante, era mais do que suficiente para confirmar os meus temores. Não precisava de dizer nada. O seu olhar destroçou-me em mil pedaços.
—Luigi, diz-mo. Não brinques comigo —exigi, com um grito abafado que saiu à superfície. O meu corpo começou a tremer, enquanto ele procurava as palavras corretas que nunca chegariam.
—Fiz tudo o que estava nas minhas mãos, Alonso —disse o meu irmão e os meus joelhos falharam. —Agora, como dizia