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Confissões na Penumbra

O caminho de volta ao quarto foi feito num silêncio quase absoluto, quebrado apenas pelo som das sandálias rústicas de Sofia batendo contra o mármore frio dos corredores. Camila caminhava de forma mecânica, a sua mente ainda presa à imagem da joia brilhante na testa de Mahesh e ao calor que as mãos dele tinham deixado nas suas. Ao entrarem no aposento, Sofia não aguentou mais a contenção do jantar silencioso e explodiu em entusiasmo.

— Meu Deus, Camila! Você viu bem aquele homem? — Sofia sentou-se na beira da cama, os olhos verdes brilhando intensamente sob a luz fraca de uma lanterna de óleo. — O rosto dele tem uma simetria que parece esculpida. E aqueles olhos? Senti que ele estava lendo a minha alma, mas de uma forma... carnal.

Camila fechou a porta e encostou-se nela, sentindo a textura da madeira rústica contra as suas costas.

— Ele é... impressionante — conseguiu dizer, a voz ainda vacilante.

— Impressionante é pouco! — Sofia gesticulava com os braços magros e bem torneados. — Quando ele se mexeu, vi os músculos do abdômen se contraindo sob aquela camisa de linho. Nunca na minha vida me senti tão arrepiada com um simples olhar. Foi como um convite direto ao prazer, sem rodeios.

Sofia respirou fundo, tentando acalmar a própria excitação, e baixou o tom de voz para uma confidência.

— Sabe o que ele me disse? — Sofia não esperou pela resposta. — Disse que eu tenho estado focada na quantidade. Em ter muitos encontros, muitas experiências diferentes. Mas que agora o meu caminho é a intensidade. Ele quer que eu aprenda a focar na profundidade do prazer sexual, não na variedade.

Camila ouvia tudo com o coração martelando contra as costelas. A franqueza de Sofia sobre o desejo era algo que ainda a assustava, mas que também a atraía.

— E você, Camila? — Sofia fixou os olhos verdes nela. — O que é que você sentiu lá dentro?

Camila hesitou. A imagem da própria mão contra a de Mahesh, palma com palma, inundou a sua mente.

— Eu... — começou, os seus olhos marrons se desviando para o chão. — Foi apenas um toque. Palma com palma. Mas senti algo. Um toque suave de prazer, algo que começou ali e se espalhou por todo o braço. Foi estranho. Nunca senti nada assim com tão pouco contato.

Sofia inclinou-se para a frente, visivelmente intrigada.

— Só isso? Ele não disse nada?

Camila soltou um longo suspiro e caminhou até a sua cama, sentindo o peso das suas coxas grossas e a rigidez da sua postura aristocrática ceder ligeiramente.

— Ele disse que sabia que eu tinha tido uma vida recatada. E que provavelmente só tinha feito amor com um único homem em toda a minha vida.

O silêncio caiu entre as duas por um momento. Camila sentiu o rosto aquecer de vergonha.

— Tenho tanta vergonha disso, Sofia — confessou Camila, a voz embargada. — Aos trinta e dois anos, sinto-me uma amadora. Sinto-me pequena perto de mulheres como você, ou do que o Mahesh espera de nós.

Sofia levantou-se num salto e foi sentar ao lado de Camila, colocando uma mão firme e bronzeada sobre o ombro da amiga.

— Não diga isso, Camila. Estar aqui com essa bagagem não faz de você menor. Faz de você uma tela em branco pronta para ser pintada com as cores mais fortes que existem. Nós estamos juntas nesta jornada.

Sofia sorriu, um sorriso cheio de vida que parecia iluminar o quarto rústico.

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