O salão da galeria em São Paulo exalava o cheiro de tinta fresca, espumante gelado e o perfume caro da elite que circulava entre as obras. Camila movia-se pelo espaço com segurança. O vestido de suplex preto abraçava suas coxas, revelando uma mulher que não mais pedia licença para existir.
Seus olhos, treinados pela visão de Amara, varreram o público até pararem em um rapaz. Ele parecia deslocado, com um catálogo na mão e um físico franzino, mas de uma beleza delicada e angulosa. Ele não deveri