A vendedora, sem desviar o olhar crítico, perguntou com uma formalidade quase cortante:
— Precisa de ajuda, moça? Ou seria lojista? Porque se for, temos condições especiais.
Enquanto falava, seus olhos percorriam Miranda de cima a baixo, reparando em cada detalhe, na simplicidade de sua aparência, como se estivesse tentando decifrar o mistério de sua presença ali.
Miranda sentiu o rubor em seu rosto se intensificar.
— Não, eu não trabalho aqui. — ela respondeu, com a voz um pouco embargada pelo