Isabella
Existe um momento específico em que a sensação de controle começa a falhar.
Não de forma abrupta.
Não como uma quebra.
Mas como um deslocamento.
Pequeno. Contínuo. Irreversível.
E eu reconheço esse momento agora.
Não porque algo aconteceu.
Mas porque… algo está prestes a acontecer.
Oliver está no quarto.
Silencioso demais.
Não aquele silêncio leve de quem está distraído, mas o outro — o atento, o que observa antes de reagir. Desde ontem, ele está assim. Mais presente. Mais consciente.