62. A carta
Karev
A floresta ao meu redor se tornava um borrão conforme eu avançava, meus músculos queimando com o esforço de correr sem direção, de caçar sem um cheiro, de procurar algo que parecia não existir. O chão úmido afundava sob minhas patas, galhos estalavam quando eu os quebrava no caminho, mas nada disso importava.
A única coisa que importava era ela.
Minha loba.
Minha companheira.
E eu não conseguia senti-la.
O vazio onde deveria estar o vínculo entre nós era pior do que qualquer dor física, p