A sala permanece mergulhada num silêncio horrível depois da saída de Henry.
O eco dos seus passos ainda ressoa dentro de mim, como uma sentença que não tive coragem de contrariar.
O olhar de Lucy cruza-se com o meu.
E, naquele instante, compreendemos a mesma coisa.
O pânico que me devora transparece no seu rosto.
Lucy aproxima-se rapidamente e senta-se ao meu lado no sofá. O sorriso que traz no rosto é o mesmo que eu tentei usar há instantes. Forçado, trémulo, frágil.
— Dona Léonor… — diz em vo