A respiração dele está ofegante.
Arthur afasta-se lentamente, interrompe o beijo e observa-me em silêncio.
Compreendo a resposta que ele me transmite sem palavras.
— Eu respeito-te, Léonor… — diz por fim, com a voz grave. — Nunca farei nada sem que tu queiras.
Aquelas palavras acertam-me em cheio.
Não é o momento. Ou talvez eu não esteja preparada para entregar o meu coração por inteiro. E ele percebe-o.
Arthur ajuda-me a sair da água. Cobre-me com cuidado, ajuda-me a recompor a roupa, e