O silêncio ainda pesava na sala.
Todos tentando processar o que tinha acabado de acontecer.
Daniel se afastou um pouco.
Pegou o celular.
Respirou fundo.
E ligou.
Chamou uma vez.
Duas.
Na terceira…
— Fala.
A voz de Fabiano veio seca.
Direta.
— Deu ruim — Daniel disse.
— Eu já sei.
Daniel travou por um segundo. — Como?
— Porque eu avisei.
Silêncio.
— Eles já se mexeram, né? — Fabiano continuou.
— Tentaram pegar elas hoje.
— “Tentaram”… — ele repetiu, com ironia. — Ainda.
Daniel apertou o celular.