A madrugada avançava… e o hospital parecia não dormir nunca.
Rebeca continuava andando de um lado para o outro, os olhos vermelhos, as mãos trêmulas. A imagem de Carla presa nas ferragens não saía da cabeça.
— Eu devia ter impedido… — ela repetia, quase sem voz.
Rafael, encostado na parede, observava em silêncio por alguns segundos… até se aproximar de novo.
— Rebeca… — ele falou com firmeza, mas com cuidado. — Olha pra mim.
Ela levantou o olhar, perdida.
— Você não tem culpa disso.
— Mas eu