Dante observou meu rosto por alguns segundos antes de perguntar cuidadosamente:
— Há quanto tempo você vive assim?
Meu peito apertou de um jeito quase doloroso e desviei os olhos imediatamente.
— Assim como?
Ele demorou meio segundo para responder.
— Como alguém esperando que alguma coisa horrível aconteça a qualquer momento.
A pergunta atravessou direto minhas defesas emocionais como uma lâmina fina demais para ser percebida antes do corte.
O elevador finalmente parou no meu andar.
As portas a