Aprendi cedo que pessoas culpadas revelam mais pelos silêncios do que pelas palavras.Foi assim que encontrei políticos corruptos, negociadores ilegais, traficantes de armas e um ministro alemão que suava toda vez que alguém mencionava vinho francês.Valentina Svanova não suava, não tremia e esse era o problema.Do outro lado do salão do Grand Hôtel Lumière, ela observava a festa como quem analisa um campo minado elegante, não bebia o champanhe que segurava, nem demonstrava deslumbramento e não buscava atenção.Ela calculava rotas, pessoas, distâncias e possíveis riscos.Ela tinha treinamento e disciplina.A Interpol vinha monitorando seu nome havia meses. A curadora de arte renomada, especialista em peças raras, recebia convites impossíveis de conseguir, era presença frequente demais em negociações que terminaram com obras desaparecidas e milionários mortos.Bonita coincidência?O dossiê dela era limpo demais e dossiês limpos geralmente escondem coisas grandes.Meu ponto eletrônico v
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