Gabriel Ventura
O sol de São Paulo tem uma maneira muito específica de entrar pelas janelas de um décimo quinto andar nos Jardins. Não é como o sol de Bora Bora, que vinha carregado de um azul impossível e do cheiro de sal; o sol daqui é dourado, cortado pelos ângulos agudos dos prédios vizinhos, e traz consigo aquele zumbido elétrico de uma metrópole que acorda querendo engolir o mundo.
Eu estava parado na varanda, apenas de calça de pijama, sentindo o ar fresco da manhã, um luxo raro nessa c