Alexandre Moretti
O silêncio na biblioteca da mansão é pesado, quebrado apenas pelo som do gelo batendo no cristal do meu copo de uísque. Olho para o meu pai, Dante. Ele está furioso, mas a minha fúria é diferente. A dele é um incêndio; a minha é o zero absoluto.
Gabriel Carvalho acha que voltou para um acerto de contas. Ele está enganado. Ele voltou para ser apagado. Eu não vou apenas protegê-los; eu vou destruir qualquer rastro da existência desse homem.
Aqui está como eu e o meu pai vamos desmantelar o que resta da vida dele.
O meu pai sempre diz que um homem sem dinheiro é um homem sem voz. Eu concordo.
— André, não quero apenas saber quanto ele tem — eu disse, sem tirar os olhos do monitor. — Quero saber quem está a assinar os cheques. Ninguém sai da prisão e se hospeda no Grand Hotel sem um patrono.
Vou asfixiá-lo. Já acionei os meus contactos no sistema bancário. Cada conta, cada cartão pré-pago, cada transação de criptomoeda ligada ao nome de Gabriel será sina