O Peso Silencioso: A Corrida de André
O asfalto úmido do Parque Ibirapuera refletia as luzes pálidas da manhã fria. Não era a brisa quente do Sul da Itália, tampouco a névoa seca da manhã paulistana que André Nascimento lembrava. A cidade de São Paulo parecia ter trocado de pele, e ele sentia-se um espectador tardio, um fantasma que voltava para uma vida que não lhe pertencia mais.
O ponteiro do relógio digital em seu pulso marcava 5h30. O corpo, treinado para a guerra e disciplinado pelo serv