Gabriel Ventura
Observar Sara Moratti sempre foi o meu exercício diário de masoquismo e adoração. Durante cinco anos, eu me tornei um especialista na arte de ler as entrelinhas da mulher que o mundo inteiro julgava ser um livro aberto de eficiência e calma. Para os outros, ela era a peça de engrenagem perfeita da Holding Moratti; para mim, ela era uma sinfonia silenciosa que ninguém se dava ao trabalho de ouvir.
Eu sabia o meu lugar. Eu entrei aqui como um estagiário que mal conseguia sustenta