Sara Moratti
Zurique sempre foi, para a minha família, o lugar onde o tempo é medido em precisão suíça e o silêncio vale mais do que ouro em barras. É uma cidade de cofres, de segredos bem guardados e de uma elegância tão fria que, às vezes, parece que o ar que respiramos é filtrado por camadas de puro mármore. Mas hoje, enquanto observo as luzes da cidade cintilarem como diamantes espalhados sobre o veludo escuro do Lago de Zurique, o frio lá fora não me alcança.
E, pela primeira vez em vinte