André e Clara: O Café da Destruição
A reunião foi marcada por André com a precisão tática de uma operação militar. O local escolhido foi um café discreto no bairro dos Jardins, em São Paulo, um local neutro com múltiplas rotas de fuga e vigilância remota por parte da equipa de segurança de Dante. André vestia o seu uniforme civil: um terno escuro e austero que servia mais como armadura do que como vestuário. O seu corpo estava tenso, mas a sua mente estava focada na ordem de Isabella: fechar o ciclo.
Ele chegou dez minutos mais cedo, sentando-se numa mesa no canto, de costas para a parede, controlando a porta de entrada. Ele estava ali para cumprir um dever emocional, não para ter uma conversa.
A primeira ligação de Clara para André foi por causa da recusa do divórcio.
O mês que se seguiu ao confronto telefónico tinha sido preenchido pelo silêncio, um silêncio que havia feito o inferno para André. Mas o click da sua disciplina quebrou-se quando Clara entrou no café.
Ela esta