Sérgio Moratti
O silêncio do meu apartamento na Vila Nova Conceição era quase ensurdecedor. Diferente da mansão dos meus pais, onde a opulência gritava em cada detalhe, meu espaço era um laboratório de sombras e luzes de LED azul. Mas, naquela noite, a estética futurista parecia apenas fria. As palavras da minha mãe ainda reverberavam, colidindo contra as paredes de vidro: "Quem protegeu a Tessa?".
Eu me sentei diante do meu terminal principal. O hardware ali era capaz de derrubar bolsas de