Alexandre Moratti
O som da festa lá embaixo tornou-se um eco distante, uma música suave que se perdia entre as colinas da Toscana e as risadas da nossa família.
Porque Elena já era praticamente da família, somente faltava oficializar. Quando fechei a porta da nossa suíte na vila, o mundo exterior deixou de existir. Restava apenas o silêncio preenchido pelo som da nossa respiração e a luz suave das velas que eu pedi para espalhar pelo quarto.
Elena estava de pé perto da janela, observando o luar com aquele brilho que tanto amava. Ela ainda usava o vestido de noiva, mas sem o véu, e a sua silhueta parecia esculpida em mármore e luz. Aproximei-me dela devagar, como se fosse fundamental saborear cada segundo desse momento. Cada passo meu era um lembrete do caminho que percorremos até aqui, e que agora nada poderia nos separar.
Esperei meses por este momento. Não com a urgência de um homem que busca apenas o prazer, mas com a paciência de quem sabe que uma alma ferida não pode ser