Elena Fontes
O dia amanheceu com uma claridade diferente. Eu estava no jardim da mansão de Alexandre, observando o orvalho nas rosas, quando o vi caminhar em minha direção. Ele não usava o terno formal de negócios; estava com uma camisa de linho claro, e nos seus olhos havia uma paz vitoriosa que eu aprendi a identificar nesse pouco tempo que estou convivendo com ele.
Nas suas mãos, ele segurava uma pasta de couro preta, algo me dizia que era eu ficaria muito feliz com o que ele fosse me dizer.
Não era difícil saber o que era. Meu coração, que antes dispararia de medo, agora batia com a expectativa de quem está prestes a atravessar um portal.
Alexandre sentou-se ao meu lado no banco de pedra e abriu a pasta. Ele retirou um maço de papéis grampeados, com o selo do Tribunal de Justiça e várias assinaturas em caneta azul.
— Está aqui, Elena — disse ele, sua voz sendo um bálsamo. — O juiz assinou a liminar de urgência. O divórcio litigioso foi averbado provisoriamente com base n