Bernardo não acordou naquele dia.
Ele já estava acordado.
Deitado, olhando para o teto, com o coração inquieto de um jeito que não sentia há muito tempo. Não era medo. Não era insegurança.
Era expectativa.
Daquelas que deixam o corpo alerta, a mente acelerada e o tempo estranho, como se estivesse passando devagar demais.
Ele virou o rosto, encarando o lado vazio da cama, e soltou o ar lentamente.
— Hoje…
A palavra saiu baixa, quase como um segredo, mas carregava tudo.
Porque aquela noite não co