O tempo passou, mas não como antes. Dessa vez, passou com intenção. Foram três meses de construção, sem pressa, sem atalhos, sem etapas puladas. E, aos poucos, Dandara foi se encontrando novamente.
O som do tatame, que antes parecia estranho, tornou-se familiar. Virou rotina, tornou-se um espaço seguro. Ela ajustou o kimono e respirou fundo, concentrando-se no próprio corpo.
— Lembra quando você disse que não ia nem entrar aqui? — a voz de Bernardo surgiu atrás dela.
Dandara sorriu de leve.
— E