A noite já passava das dez quando Guilherme estacionou o carro em frente à casa de Augusto.
Não havia avisado que iria.
Precisava apenas conversar com alguém.
Alguém que não o julgasse.
A campainha mal terminou de tocar quando a porta se abriu.
— Achei que fosse o entregador do jantar — Augusto brincou. — Mas você é uma surpresa melhor.
Guilherme sorriu de leve.
— Posso entrar?
— Essa casa também é sua.
Os dois caminharam até a varanda dos fundos.
Era o lugar preferido de Augusto.
Silencioso.
A