Era como os seus pesadelos, aqueles pesadelos que se projectavam todas as noites e que a atormentavam e para os quais tinha de tomar medicamentos para conseguir dormir e descansar. Corria desenfreadamente sem olhar para trás porque, embora o que tivesse encontrado na clínica fosse um homem, na sua cabeça passava a imagem de um lobo de olhos dourados que procurava rasgar-lhe o pescoço. A única coisa positiva era que, por mais que sonhasse a mesma coisa, nunca era apanhada, por isso sentia alguma