A manhã amanhecera fria e cinzenta em Montanha de Prata. A chuva descia em cortinas finas, encharcando o vilarejo e abafando os sons habituais. O sol mal havia nascido, e todos ainda estavam em suas casas, aquecidos pelo fogo.
Collin continuava deitada, observando as gotas deslizando pela janela. Por um instante, lembrou-se de sua casa. Da família que nunca a quisera de verdade. Fazia tanto tempo… Parecia que fora arrancada deles há anos, mesmo que soubesse que nunca realmente pertencera àquele