Capítulo 89 — Cheiro de desinfetante
Narrador:
Cleo não aguentou mais. Depois de percorrer com o olhar todo o escritório vazio, com o coração apertado e aquele silêncio insuportável pulsando nas paredes, ela se aproximou do armário embutido que Nero usava como guarda-roupa. Hesitou por alguns segundos, mas depois o abriu.
Tudo estava perfeitamente organizado. Camisas penduradas com precisão, uma gravata preta enrolada no gancho como se estivesse esperando a próxima guerra e dois ternos em cabide