HENRIQUE
Depois que Clara desligou o telefone, eu fiquei parado, olhando para o celular na minha mão. As palavras dela ecoavam na minha cabeça: “Eu quero acreditar, mas não sei se consigo.” Aquilo me atingiu como uma facada. Clara estava me dizendo que ainda me amava, mas também que não sabia se poderia continuar vivendo com o medo constante que eu trazia para nossa vida.
E eu sabia que ela estava certa.
Passei a noite em claro, sentado no sofá, pensando em tudo o que eu havia feito para chegar