O beijo já não tinha nada de contido. Era quente, exigente, como se ele estivesse tentando apagar todas as palavras que tinham sido ditas no elevador. Minhas mãos deslizaram pelos ombros dele, sentindo o calor sob o tecido, o corpo firme demais para fingir neutralidade.
Adrian respirava contra minha boca, profundo, irregular.
— Olha o que você faz comigo — murmurou, sem realmente esperar resposta.
A maneira como ele me encostou na porta não foi brusca, mas foi definitiva. Como se tivesse decidi