O cheiro de antisséptico e o som rítmico e hipnótico dos aparelhos de monitoramento eram agora a trilha sonora da vida de Heitor. Ele estava deitado na cama da suíte particular do Hospital Albert Einstein, com o ombro imobilizado por uma tipoia e várias gazes protegendo os cortes em seu rosto e cabeça. A luz da manhã entrava suavemente pela janela, mas ele ainda sentia o corpo pesado, como se cada soco e o impacto da pé de cabra de Valdir tivessem sido gravados em seus músculos.
A porta se ab