A noite na mansão Albuquerque tinha um peso diferente. Não era mais o peso do medo ou da vigilância extrema, mas uma densidade feita de alívio e descoberta. No quarto principal, a penumbra era quebrada apenas por um abajur de sal que emitia uma luz âmbar suave.
Heitor estava sentado na beira da cama, os ombros levemente caídos. Sem o paletó e a gravata, ele parecia menor, mais humano. Alice se aproximou com um frasco de pomada e compressas. Com uma paciência infinita, ela o ajudou a tirar a c