A escuridão da brinquedoteca era cortada apenas pelo feixe oscilante da lanterna tática de Heitor. O feixe iluminava o rosto de Letícia, que parecia uma aparição fantasmagórica entre os brinquedos espalhados. Atrás dela, a silhueta maciça do ex-motorista, Valdir, impunha um medo físico. Ele segurava uma pé de cabra e observava o ambiente com a ganância brilhando nos olhos.
Léo soluçava baixinho, escondendo o rosto nas pernas de Alice. Luna, no colo da babá, chorava um pranto agudo