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SOL
No palco, cantando, eu me sentia confortável. Eu podia, por alguns minutos, esquecer tudo, todos, ele. Os malditos olhos verdes.
No final da música, vejo Luana entrar, bem arrumada como sempre. Nada abala essa mulher impecável, ainda jovem, ainda deslumbrante. Ela senta e espera pacientemente eu acabar. Nos olhamos, e ela me segue para trás do palco, onde começo a pegar minhas coisas para fugir dela.
— Não precisa fugir, filha. — Ouço sua voz.
— Não me chama de filha!
— Ok.
— Ótimo.
— Só