As horas seguintes foram as mais longas da vida de Clara.
Ela não conseguia sentar.
Não conseguia comer.
Não conseguia pensar em nada além da imagem do filho entrando naquela escola pela manhã, com a mochila nas costas e um sorriso distraído no rosto.
Como um dia normal podia se transformar em um pesadelo tão rápido?
Marta tentava mantê-la de pé.
Marcelo resolvia questões burocráticas.
Henrique atendia ligações.
Mas Clara já não escutava quase nada.
O mundo inteiro parecia distante.
A única coi