Clara abriu a porta ainda com a respiração presa.
Por um segundo, esperou.
Esperou ver o rosto dele.
Esperou ouvir uma explicação.
Esperou que tudo aquilo tivesse um sentido simples, fácil de resolver.
Mas não era Ricardo.
Era uma mulher.
Elegante. Postura firme. Pasta nas mãos. Olhar profissional.
Desconhecida.
Clara franziu o cenho, claramente irritada.
— Pois não?
A mulher não se abalou.
— Senhora Clara Mendonça?
— Sou eu.
A resposta veio curta. Impaciente.
A mulher abriu a pasta com calma,