A boate Velvet era uma ferida aberta na rua Mem de Sá. O baixo pulsava através das paredes pichadas, e uma fila de jovens e turistas se aglomerava na porta. Observamos do outro lado da rua, escondidos nas sombras de um arco. Gabriel puxou o boné mais para baixo. Mesmo com a barba por fazer e as roupas baratas, ele tinha a postura de quem manda. Isso chamava atenção.
— Você não pode entrar — sussurrei. — Seu rosto estava em todos os jornais hoje de manhã. Alguém vai te reconhecer.
— E vou deixar