POV Dylan
O envelope que Marcus me entregara queimava em minhas mãos. O testamento de Arthur era uma sentença de morte ou um trono de ouro, dependendo de como o coração dele reagisse aos cortes de Gabriel.
Eu estava encostado na parede fria do corredor, sentindo o peso de cada mentira que nos trouxera até aqui, quando o som de saltos agudos ecoou pelo mármore.
Não era o passo firme de uma enfermeira. Era um ritmo que eu não ouvia há uma década, mas que meu corpo reconheceu instantaneamente.