POV Lucy
O relógio digital na parede marcava 03:14 da manhã. O silêncio na UTI Neurológica era cortado apenas pelo gotejar contínuo do soro e pelo bipe rítmico, agora mais espaçado e tranquilo, do monitor cardíaco de Dylan. Lá fora, a tempestade de Nova York havia se transformado numa garoa fina, um choro silencioso que escorria pelo vidro blindado do quarto VIP.
Eu não havia dormido um único segundo.
Estava sentada na poltrona de couro ao lado da cama, os pés encolhidos sob o tecido da minh