Capítulo 51 — Deus, como eu senti a sua falta. Deixe-me amar você. Só esta noite.
POV Cecília Mendes
A dor começou como uma agulhada fina atrás do meu olho direito e, em menos de uma hora, transformou-se num martelar constante e insuportável.
Eram três e quinze da manhã. O quarto estava imerso num breu absoluto, quebrado apenas pela luz pálida da lua que se infiltrava por uma fresta da cortina. Ao meu lado, Alexander dormia um sono pesado, a respiração profunda e rítmica. Um dos braços dele estava possessivamente jogado sobre a minha cintura, ancorando-me ao colchão.
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