JULIAN BLACKWOOD
Eu não aguentava mais. Aquela mansão, que antes era o meu império, agora parecia a minha própria prisão. Eu andava pelos corredores e via o rastro do meu desespero: joias que custavam o preço de um apartamento jogadas no lixo, flores murchando no corredor da ala dela. Elena nem olhava para o que eu mandava. Ela me tratava como se eu fosse um fantasma, um nada.
E o pior? O meu avô, Alistair, parecia estar adorando me ver rastejar. Ele deu a ela tudo o que ela pediu. Segurança p