ELENA MORETTI
Acordei com o som persistente da campainha. Minha cabeça latejava, reflexo de uma noite mal dormida e de lágrimas que eu jurei que seriam as últimas. Quando abri a porta, não era Julian, mas um homem de terno cinza segurando três caixas enormes com o logotipo de uma joalheria que eu só conhecia por filmes.
— Entrega para a Srta. Moretti. Cortesia do Sr. Blackwood — disse o homem, com uma educação robótica.
Ele deixou as caixas sobre a minha mesa de jantar capenga e saiu. Olhei pa