Nathan Keen
Eu não deveria estar sentindo isso.
Não por ela.
Mas, diabos… tudo dentro de mim está confuso.
Essa mulher me desmonta.
Linda, perspicaz, inteligente, cheia de fogo — e ainda me enlouquece com essa determinação de felina pronta para atacar.
E sim… eu só não desejo ser atingido por aquele punho dela novamente.
Nos entregamos à paixão com tanta intensidade que ainda sinto o gosto do nosso último beijo na minha boca.
Ela tem um talento natural para sentir prazer, para se abrir, para se entregar… e isso — embora eu tente negar — desperta em mim uma necessidade primitiva:
ser o primeiro e o único homem dela.
Só imaginar outro tocando nela me provoca uma fúria que jamais senti com mulher nenhuma.
Olho ao lado.
Ela dorme profundamente, com o cabelo negro espalhado pelo travesseiro, parecendo um anjo caído no meu colchão. Minhas roupas nela… suas belas pernas descobertas… o corpo pequeno, quente, aconchegado.
Que perdição.
Que tentação dos infernos.
Eu a encaro e penso:
Essa moren