Nathan Keen
Voltei do clube ainda com o corpo cansado, mas a mente acelerada. Michael foi embora rindo, achando graça de tudo, principalmente de ter me provocado com o nome dela.
Valentina.
Só de pensar, meus dentes travam.
Entrei em casa, joguei o celular em cima do aparador e fui direto para a cozinha pegar um copo de água. Eu precisava limpar a cabeça, focar no que sempre funcionou pra mim: trabalho, dinheiro e sexo sem compromisso. Simples. Objetivo. Sem drama.
Meu celular vibrou.
Brenda.
“Gato, estou com saudade de você. Quer vir até o hotel mais tarde?”
Claro que quer, pensei. Todas querem. E eu sempre dou conta.
Me recostei na bancada, lendo a mensagem de novo. Uma parte de mim queria ignorar, tomar banho, deitar e dormir. A outra parte — a parte orgulhosa, ferida e irritada — queria provar pra mim mesmo que nenhuma morena selvagem de olhos verdes tinha poder sobre mim.
Digitei devagar:
“Manda o número do seu quarto.”
Ela respondeu em segundos, como se tivesse ficado o dia todo